domingo, 7 de novembro de 2010

O cuidado do não cuidar

Sorrisos verdadeiros
estão menos presentes
em uma vida cautelosa
do que a morte.

Já a morte
quando próxima
estimula muitos sorrisos.

Uma rosa comprada,
vem sem emoções.
Uma rosa colhida,
vem com espinhos.

Um amor controlado
vem com a rotina.
O amor impulsivo
vem com dor e prazer.

O amar sempre é acompanhado do temer:
temer perder, temer sofrer...

Qual a graça de brigar,
se não pretende perdoar?
Qual a graça de brigar,
se não pretende sofrer?

E sua vida sem sorrisos?
Como vai?
Eu vou bem...
A morte lhe mandou um abraço.

Essa poesia eu dedico para o meu professor de filosofia, Luiz Pires, que me levou para uma olimpíada de filosofia!

sábado, 2 de outubro de 2010

A fuga

Viajar é escapar.
Escapar da rotina que nos cerca.
Nos cerca diariamente
Sem deixar saída

Sem precisar ir para longe,
Viajar também é refletir
Refletir a ponto de mudar
Pensar, pensar e pensar

Viajar sempre inteiro na viajem.
Viajar com a cabeça nas nuvens?
Tudo bem...
Contanto que esteja viajando para os céus!

sábado, 14 de agosto de 2010

O mais importante na vida é viver

Na vida tudo acontece
Na vida tudo passa
Até a vida passa
Mas o que já foi jamais será de ser

Em algum momento no tempo
Tudo de realmente importante fica
Sentimentos...
Relacionamentos...

Não estou fazendo nada da vida...
Nada além de vive-la
Um estante de cada vez
Cada segundo dela

Viver é a coisa mais importante na vida
Com a condição de que seja algo proveitoso
Viva de acordo com o seu viver
Que a vida virá para você

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Em uma certa noite...

Em uma certa noite
Em um certo lugar
Por uma certa sorte
Com a pessoa certa

Olhos nos olhos
Apesar de estarem frchados
Face a face
E principalmente, labios nos labios

A musica alta não soava mais
Apenas eu e você
Esquecendo do mundo,
Nas nuvens

Seu perfume
Seu vestido
Seu beijo
Tudo tão bom

Ja estava em casa
Seu perfume em minha roupa,
A sensação daquele toque no meu corpo
E você nos meus sonhos

--Dedicado a dona de olhos tão profundos, que me perdi neles--

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Voar...

Quero voar…
Quero finalmente no seu tocar
Quero erguer meus braços
E decolar ao infinito junto aos pássaros

Desejo sair do chão, olhar para baixo
Pousar em uma nuvem
Relaxar, pensar, fechar meus olhos e sentir a brisa
Que acaricia meu rosto com carinho

Voar sem ajuda de maquina
Voar, sentir o frio de lá de cima
Voar e ouvir o vento assobiar canções
Voar é tudo o que tenho a desejar

Para o nada vou olhando
E como nunca desejei vou desejando
Estar do lado de quem eu amo e logo vejo
Que tudo que preicso para voar é pensar, pensar em você

---Dedicado a Lara, meu amore---

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Perguntas sem resposta

Toda manha a mesma coisa
A rotina nunca sai do seu ciclo
Toda manha tenho que acordar
Por que me obrigam a isso?

Mas as noites são diferentes
Sempre vejo pares de vagalumes
Parados no transito infinito
O que começa o transito?

O sol é uma grande lampada
Que ilumina meu bom humor
Mas a chuva cobre a grande lampada
Por que a chuva é escura?

A porta esta trancada
Todos querem entrar
Mas ninguem tem a chave
Por que trancaram a porta?

Perguntas sem resposta
Quem precisa de uma resposta?
Aprenda a viver com a porta trancada
Ou pule a janela!

domingo, 23 de maio de 2010

As coisas querem ser chamadas pelo nome?

Velho quer ser moço
Moço quer ser velho
Texto quer ser poesia
Poesia é tudo

No soar do meu violão me pergunto
Que nome o violão gostaria de ter?
Com suas seis cordas e com som magistral
Com seu corpo de mulher

Achamos sensualidade nas mulheres
Por que não no violão?
O violão possui o tom e o som
A mulher possui o som e o timbre

O espinho

Não apenas uma menina bonita
Mas, também, uma rosa vermelha
Cujo espinho se fincou em meu coração
E nunca vai sair completamente

Hoje no meu coração
há um espinho
Ontem havia uma alma de criança
E amanhã haverá uma cicatriz

No passado próximo
Brincava, e não era mais criança
No futuro distante
me espelho em filmes sem fadas

No presente doloroso
Sinto a dor do espinho
E choro baixo...
Baixo...

Uma manhã interminável

Meu sonho termina em desastre
Em uma manhã anoitecida
Com ar de fim de amor
O medo de rotina é cotidiano

Ando em ritimo inacelerado
Sem saber para onde ir
Nesta manhã com cara de noite
Fruto de uma noite que foi o fim

Esse fim... Mal compensou o começo
O começo que deve ter sido bom
O que foi que começou?
Não sei...

Mas mesmo sem saber
Sei que o fim dói
Arde como fim de amor
Sinto as garras na minha pele

Mas não vejo que animal está fazendo isso
Nem onde ele está
Por isso dói tanto
Por isso preciso de alguém para curar essas feridas