quarta-feira, 26 de maio de 2010

Voar...

Quero voar…
Quero finalmente no seu tocar
Quero erguer meus braços
E decolar ao infinito junto aos pássaros

Desejo sair do chão, olhar para baixo
Pousar em uma nuvem
Relaxar, pensar, fechar meus olhos e sentir a brisa
Que acaricia meu rosto com carinho

Voar sem ajuda de maquina
Voar, sentir o frio de lá de cima
Voar e ouvir o vento assobiar canções
Voar é tudo o que tenho a desejar

Para o nada vou olhando
E como nunca desejei vou desejando
Estar do lado de quem eu amo e logo vejo
Que tudo que preicso para voar é pensar, pensar em você

---Dedicado a Lara, meu amore---

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Perguntas sem resposta

Toda manha a mesma coisa
A rotina nunca sai do seu ciclo
Toda manha tenho que acordar
Por que me obrigam a isso?

Mas as noites são diferentes
Sempre vejo pares de vagalumes
Parados no transito infinito
O que começa o transito?

O sol é uma grande lampada
Que ilumina meu bom humor
Mas a chuva cobre a grande lampada
Por que a chuva é escura?

A porta esta trancada
Todos querem entrar
Mas ninguem tem a chave
Por que trancaram a porta?

Perguntas sem resposta
Quem precisa de uma resposta?
Aprenda a viver com a porta trancada
Ou pule a janela!

domingo, 23 de maio de 2010

As coisas querem ser chamadas pelo nome?

Velho quer ser moço
Moço quer ser velho
Texto quer ser poesia
Poesia é tudo

No soar do meu violão me pergunto
Que nome o violão gostaria de ter?
Com suas seis cordas e com som magistral
Com seu corpo de mulher

Achamos sensualidade nas mulheres
Por que não no violão?
O violão possui o tom e o som
A mulher possui o som e o timbre

O espinho

Não apenas uma menina bonita
Mas, também, uma rosa vermelha
Cujo espinho se fincou em meu coração
E nunca vai sair completamente

Hoje no meu coração
há um espinho
Ontem havia uma alma de criança
E amanhã haverá uma cicatriz

No passado próximo
Brincava, e não era mais criança
No futuro distante
me espelho em filmes sem fadas

No presente doloroso
Sinto a dor do espinho
E choro baixo...
Baixo...

Uma manhã interminável

Meu sonho termina em desastre
Em uma manhã anoitecida
Com ar de fim de amor
O medo de rotina é cotidiano

Ando em ritimo inacelerado
Sem saber para onde ir
Nesta manhã com cara de noite
Fruto de uma noite que foi o fim

Esse fim... Mal compensou o começo
O começo que deve ter sido bom
O que foi que começou?
Não sei...

Mas mesmo sem saber
Sei que o fim dói
Arde como fim de amor
Sinto as garras na minha pele

Mas não vejo que animal está fazendo isso
Nem onde ele está
Por isso dói tanto
Por isso preciso de alguém para curar essas feridas